quinta-feira, 9 de setembro de 2021

A Memória Social do campo da cultura popular: A comunidade de cirandeiros de Tarituba (Paraty/RJ)


 
Esta tese se propõe a analisar a memória do campo da cultura popular a partir da trajetória da comunidade de Tarituba, distrito de Paraty, portadora de manifestações culturais seculares como a Ciranda e a Folia de Santa Cruz. Essa análise parte da abordagem teórica de Pierre Bourdieu, buscando entender a formação deste campo social onde interagem os agentes da cultura popular, os agentes externos modernos e o Estado. Esse olhar se estabelece dentro de um recorte de tempo marcado pela origem e constituição da comunidade, pela formação do campo dos agentes externos a partir de meados do século XIX, pela trajetória do Estado e suas relações com as políticas públicas para a cultura, indo até o momento atual. Nessas interações no campo são observados e postos em comparação os protagonismos dos agentes em momentos históricos distintos, tendo como parâmetros os impactos e transformações sofridas pela comunidade e suas tradições culturais.


Fonte da Figura: https://cirandacaicaradeparaty.wordpress.com/

O feitio da canoa caiçara de um só tronco: a cultura imaterial de uma nação, em 25 linhas


A canoa esculpida em um único tronco de árvore denominada canoa caiçara, é uma embarcação que carrega em suas linhas habilmente entalhadas a associação direta à população dos pescadores caiçaras que habitam a faixa litorânea que vai do litoral sul fluminense, paulista, até o norte paranaense. Seu design especial com características próprias, desenvolvidas e aperfeiçoadas visando garantir para esta atividade pesqueira tradicional a máxima funcionalidade e segurança com a mínima manutenção e gasto energético, garantiu a sobrevivência desta população caiçara em perfeita harmonia com o ambiente natural em que se inserem até os dias atuais - Documento IPHAN.

Comunidades do Tambor

 

Entre os povos bantos da África Central, tambor é ngoma. Não só o instrumento, porém, metonimicamente, a dança e o canto que o tambor põe em ação e, por extensão, toda a comunidade que se reúne em torno do instrumento para a celebração ritual e prazerosa. Ngoma atravessou o Atlântico, junto com seus guardiães tornados escravos, malungos do Congo-Angola e das terras de Nagô e Jêje. “Chora ngoma, ê Angola”, canta hoje o velho capitão de Moçambique numa festa do Rosário em Minas, lembrando a dolorosa travessia do Atlântico. E no Brasil a ngoma, comunidade do tambor, cria elos firmes entre o passado e o presente da gente afro-brasileira, os viventes e os antepassados, a Senhora do Rosário e Mãe Iemanjá...ngoma aqui reinventada de corpo, alma, beleza e mistérios.

Para acessar o livro na íntegra: https://livros01.livrosgratis.com.br/mre000116.pdf

O Negro e o Garimpo em Minas Gerais

 

Fundamentado em pesquisa de cantigas africanas outrora ouvidas nos serviços de mineração, Aires da Mata Machado Filho realiza um estudo sobre as contribuições do negro à cultura brasileira.