segunda-feira, 20 de novembro de 2023

🎧 .DOC: Congada Nossa Senhora do Rosário - Jequitibá/MG


O filme foi realizado pelos pesquisadores Sérgio Bairon (Líder do CEDIPP - Centro de Comunicação Digital e Pesquisa Partilhada - ECA - USP - BR e Pesquisador do Diversitas/USP) e José da Silva Ribeiro (Coordenador do Laboratório de Antropologia Visual da Universidade Aberta - PT) em parceria com as comunidades de Jequitibá e arredores. 

Faz parte das pesquisas Coroação de Reis Congo e Inter-culturalidade Afro-atlântica. 

Diogo Cão chegou à foz do Rio Zaire em 1483 e contatou pela primeira vez o Mani Soyo, chefe da localidade na qual aportara, entre as mais poderosas e com a mais sólida e respeitada linhagem de chefes, o Congo era um reino relativamente sólido e estruturado. Formado por grupos bantos abrangia grande extensão da África Centro-Ocidental e compunha-se de diversas províncias. Algumas destas províncias, como as de Soyo, Mbata, Wandu e Nkusu, eram administradas por membros de linhagens enraizadas na região que detinham os cargos de chefia há muitas gerações. Outras províncias eram administradas por chefes escolhidos pelo rei dentre a nobreza que o cercava na capital. A unidade do reino era mantida a partir do controle exercido pelo rei, cercado por linhagens nobres que teciam alianças principalmente por meio do casamento, mas era também fortalecida pelas relações comerciais e políticas entre as diversas regiões. 

A formação do reino parece datar do final do século XIV, a partir da expansão de um núcleo localizado a noroeste de Mbanza Congo, que se tornou sua capital. Os mitos de origem registrados no século XVII referem-se à conquista do território por um grupo de estrangeiros, chefiados por Nimi e Lukeni, que teria subjugado as aldeias da região do Congo e imposto a sua soberania pela superioridade de sua força de guerra. A divisão fundamental na sociedade congolesa era entre as cidades -- Mbanza -- e as aldeias -- Lubata. Do final do século XV a meados do século XVII, o Congo se manteve um reino relativamente coeso, no qual o Mani Congo exercia um domínio significativo sobre as diferentes províncias que controlava da capital. (ver Souza, Marina de Mello e. Reis negros no Brasil escravista - história da festa de coroação de rei congo.Belo Horizonte, Ed. UFMG, 2001. 

Ao escolher Reis ou Capitães constitui uma das formas encontradas pelos africanos escravizados de recriarem a organização comunitária, laços sociais, formas culturais na sociedade escravagista. Ao elegerem Reis e Rainhas e festejarem os santos de sua devoção com danças, cantos, histórias e mitos evocam o seu passado africano, reafirmam a comunidade de construíam na sociedade escravagista, recriam formas sincréticas de culto, criavam uma sociedade mestiça com a participação cada vez maior de mestiços, negros e brancos nas festas.


🎧 .DOC: Congado: um Reino Oculto no Brasil Profundo


Retrata a tradição de congadas - cultura popular imaterial de Patos de Minas e região. Os grupos de Congado e Moçambique são guardiões das danças, cantos e ritos que dão força e expressividade a esta bela tradição popular. Um salve à cultura brasileira!


🎧 EM... CANTO: Adeus Povo Bom - Jongo


Este ponto é de autoria desconhecida. É cantado também na capoeira. 

Adeus povo bom (Ponto de Despedida) 

Adeus povo bom adeus 

Adeus que eu já vou embora 

Pelas ondas do mar eu vim 

Pelas ondas do mar... 

Eu vou embora


🎧 .DOC: Jongo - Levanta Povo



Direção: Felipe Scapino e Toninho Macedo 

Imagens: Felipe Scapino 

Edição: Felipe Scapino 

Fotos: Reinaldo Meneguim 

Realizacão: Abaçaí Cultura e Arte


🎧 .DOC: Quando eu morrer / Eu fui na mata - Jongo do Quilombo São José


Jongo do Quilombo São José • Quando eu morrer (Mãe Zeferina), voz solo: Gilmara • Eu fui na mata (Toninho Canecão) Gravado ao vivo em outubro de 2004 no Quilombo São José, Serra da Beleza, Valença, Rio de Janeiro. 

Fotos usadas na arte deste clipe: Eliane Carvalho http://www.flickr.com/photos/eliane_carvalho 

Vozes: Manoel Seabra (Tio Mané), Terezinha Maria de Jesus, Jorge Maria, Gilmara da Silva Roberto, Maria Luzia da Silva Roberto, Rosimeri Gonçalves Fernandes, Jorge do Nascimento Fernandes, Antônio de Pádua

Tambores: Luciano, Leandro, Jorjão, Kiko, Thiago

Coro: Comunidade do Quilombo São José 

QUANDO EU MORRER (Mãe Zeferina) 

Quando eu morrer não precisa me enterrar 

Me joga na Paraíba* deixa as águas me levá 

A carne os peixes come

Os ossos deixa afundar * Rio Paraíba do Sul, que corta o Vale do Paraíba


EU FUI NA MATA (Toninho Canecão) 

Ah eu fui na mata buscar a lenha 

Eu passei na cachoeira molhei a mão Senhor da Pedreira

Benza essa fogueira Além da fogueira

Ajudai todos os irmãos 


Faixas extraídas do CD que acompanha o livro “Jongo do Quilombo São José”. 

A foto, de Bruno Veiga, que corresponde a capa do citado livro, aparece estampada em algumas camisetas usadas por componentes do Jongo do Quilombo São José, como registram, já nos quadros de abertura deste clipe, as fotos de Eliane Carvalho. 

Algumas informações sobre o livro “Jongo do Quilombo São José”: 

Realização e Produção Executiva: Associação Brasil Mestiço

Coordenadores: Marcos André e Luciane Menezes

Co-Realização: Associação da Comunidade Negra Remanescente de Quilombo São José da Serra

Idealização e Direção Geral: Marcos André

Textos: Antônio do Nascimento Fernandes, Hebe Maria Mattos e Marcos André

Fotos: Bruno Veiga

Produção Fonográfica: GRAMI - Gravadora Alternativa de Música Independente do Brasil Ltda. 


Algumas informações sobre o CD que acompanha no livro: 

Realização do CD: Toca Estúdio

Técnicos: Doudou e Bruno Tavares

Pesquisa de Repertório: Marcos André

Direção Musical: Luciane Menezes

Direção de Gravação: Marcos André, Luciane Menezes e Toca Estúdio

Assistentes de Produção: Antônio do Nascimento Fernandes, Felipe Leopardo e Marianna Lopes


🎧 .DOC: O mistério de Santo Reis


O filme O Mistério de Santo Reis resgata a história e o espírito de uma das mais arraigadas tradições populares de Minas Gerais e do Brasil: a Folia de Reis. Manifestação de religiosidade e de cultura popular, a folia também retrata valores profundos da alma do povo simples do interior. Desprovida da pompa e suntuosidade dos modernos espetáculos, sobrevive há séculos pela força da fé e da sabedoria das pessoas que a fazem. A obra é também uma homenagem aos foliões que com total desprendimento levam sua arte e sua devoção pelas ruas e estradas de nossa terra. 

Participação do Antropólogo Carlos Rodrigues Brandão e e do Maestro Ivan Vilela. 

Título: O Mistério de Santo Reis - 43 minutos. 

Direção: Fábio Rodrigues 

Roteiro e Produção: Maurício Cardoso 

Trilha Sonora: João Arruda 

Produção e realização: Kinema 

Produções Cinematográficas 

Documentário produzido na região de Araxá no estado de Minas Gerais entre 2007 a 2011. 

Patrocínio: CBMM e Alimentos Wilson 

Lei de incentivo a Cultura do Governo Federal.


🎧 .DOC: Folia Infinita - Documentário sobre a Folia de Reis