sexta-feira, 24 de junho de 2022

As Festas Juninas e seus símbolos

E viva São João!



Os símbolos das festas juninas representam a prosperidade, a vida, a fartura, a saúde e o agradecimento pela colheita. A simbologia é própria das comemorações rurais que lhe deram origem.


Origem


As festas juninas têm sua origem com os imigrantes portugueses que trouxeram a devoção à Santo Antônio, São João e São Pedro para o Brasil.

Comemorada na zona rural, as festas dos santos juninos eram motivo para as pessoas se encontrarem, namorarem e, claro, se divertirem!

Com o êxodo rural, quem veio para a cidade trouxe consigo seus costumes e os festejos aos santos continuaram. Mas agora se tratava de reproduzir na cidade o arraial do interior.
Por isso, temos a decoração típica com bandeirinhas de papel, bambus, comidas do campo e danças.

Desta maneira, alguns elementos são símbolos indissociáveis das festas juninas. Selecionamos alguns:


1. Fogueira



A fogueira representa a vida e a transformação. Antigamente, acreditava-se que a luz do fogo espantaria os maus espíritos que poderiam prejudicar a colheita.

Desta maneira, é costume acender uma fogueira em frente a casa, na véspera do dia de São João, a fim de afugentar seres sobrenaturais que podem prejudicar a família.

Durante a festa, a fogueira é acesa no centro e vários aproveitam para saltar suas chamas. Essa tradição é para mostrar a bravura dos que estão sozinhos ou acompanhados, representando a união frente aos perigos.

A fogueira também está associada à São João porque uma lenda conta que Santa Isabel teria avisado Maria que precisava de ajuda no parto acendendo uma fogueira.


2. Bandeiras



As bandeiras simbolizam a espiritualidade e a proteção. Sua origem está nas bandeiras onde eram impressas as imagens dos santos e com o tempo, elas foram ganhando novos materiais e cores.

No budismo, que os portugueses entraram em contato durante as grandes navegações, é costume imprimir orações em pequenos tecidos coloridos, para que o vento leve as palavras das preces.
Feitas de papel de seda e coladas em barbante, elas são colocadas de forma a fazer um "teto" onde se desenrola a festa ou então, de maneira a delimitar o espaço de maneira simples e alegre.

Também eram um modo de embelezar as cidades do interior e se tornaram parte integrante dos festejos.


3. Balões



A simbologia do balão tem um caráter prático, pois é possível que o costume de soltar balões fosse um meio de comunicação entre as aldeias para avisar que o festejo havia começado.

No entanto, seu significado espiritual, remete à comunicação com o divino, pois o balão vai da terra ao céu. Algumas pessoas, inclusive, costumam tocar os balões e fazer pedidos para que eles os levem aos céus.

Atualmente, soltar balões está proibido e é considerado crime pelo risco de incêndios que representa.
Embora a prática seja ilegal, o tradicional símbolo junino foi readaptado e agora é usado como lanterna para iluminar. O que não mudou, contudo, foi sua elaboração: papel de seda colorido.


4. Quadrilha



Dançar a quadrilha é o momento alto da festa, pois o baile representa a alegria e a vontade de viver. Também era a única oportunidade que os casais tinham de se aproximar e, por isso, a constante troca de pares, a fim de conhecer um possível parceiro(a) para o matrimônio.

O costume de dançar quadrilha vem da corte francesa e das festas populares, onde era comum dançar em pares e em grandes rodas.

No Nordeste brasileiro, estes ritmos se fundiram com instrumentos como a zabumba, a rebeca e o triângulo e deram origem ao baião, ao xote e as danças juninas.

Também é costume a realização do "casamento de brincadeira" onde a "noiva", geralmente grávida, está desesperada para se casar. O "noivo", que não deseja o casamento, tenta fugir.

No entanto, ele é capturado pelo "pai da noiva" e diante do "padre". No final, tudo acaba bem e todos dançam a quadrilha em honra dos "recém-casados".


5. Comidas



As comidas simbolizam a fartura, o fim do trabalho no campo, a vida em si mesma. O milho é o grão mais comum de ser encontrado pois a festa junina coincide com a colheita da espiga.

O próprio cereal é símbolo de abundância por sua capacidade de frutificar e fornecer centos de grãos de apenas um que foi plantado.

Como seria muito difícil escolher apenas uma comida típica na festa junina, é melhor optar como símbolo aquelas que são feitas de milho que é servido cozido ou assado, e também em forma de bolo, canjica, mungunzá ou pamonha.



Texto extraído de: 
https://www.dicionariodesimbolos.com.br/simbolos-festas-juninas/
Fonte Imagem:
https://g1.globo.com/ap/amapa/o-que-fazer-no-amapa/noticia/2022/06/17/festas-juninas-confira-eventos-de-sao-joao-em-macapa-entre-17-a-19-de-junho.ghtml
https://www.dicionariodesimbolos.com.br/simbolos-festas-juninas/

🎧 EM...CANTO: Álbum Cantigas do Povo - água da fonte (1983) - Ely Camargo


Conheci “Cantigas do povo” há muitos anos atrás; lp este que me serviu de pesquisa pelo seu caráter de seriedade com que trata a Cultura Popular. 

Foi um álbum lançado por Ely Camargo no início dos anos 80, numa produção para a Edições Paulinas Discos. No lp, diversos cânticos populares ligados às danças e aos autos de natureza religiosa, como os hinos e benditos de procissão, além das canções de embalar, os pregões, cânticos de velórios e de pedir esmolas, abangendo os estados de Minas Gerais, Goiás, Alagoas, Bahia e Ceará. São temas recolhidos, adaptados por Ely e o Frei Francisco Van Der Poel. Participam também do disco a Banda de Pífanos de Caruarú. Os arranjos e regência são do Maestro Jorge Kaszás. 



"O Brasil precisa conhecer e reconhecer o Brasil"




01 - Reisado de Alagoas (Quatro temas, Maceió/AL 1973)
02 - Que noite tão bonita (Folia de Reis, Nova Resende/MG 1979)
03 - Pastorinhas (Seis temas, Pirenópolis/GO 1973)
04 - Bendito São José (Virgem da lapa - Tumtum/MG 1974)
05 - Cantiga de mendiga (Palmeira dos Índios/AL 1973)
06 - Deus te salve a casa santa (Congos, Quatro temas – GO 1973)
07 - Puxada do mastro de São Sebastião (Ilhéus/BA 1981)
08 - Cantos para pedir chuva (Dois temas – Araçuaí/MG 1980)
09 - 25 de dezembro (Folia de Reis - GO 1973)
10 - Bendito de Santa Luzia (Juazeiro do Norte/CE 1980)
11 - Incelências (Cantigas de velório, Virgem da Lapa/MG 1974)
12 - Adeus minha Lapinha (Canto de beijar, Araçuaí/MG 1980)
 
Feliz de encontrar este trabalho na internet e poder compartilhar com todos, pois ainda acredito que o Brasil precisa conhecer e reconhecer o Brasil com sua mazelas e belezas, seus problemas e suas soluções, seus desafios e suas conquistas, enfim, sua gente e a profundidade e beleza de sua cultura.

As Festas do Ciclo Junino


As festas juninas são comemorações que acontecem no mês de junho no Brasil. Nela se comemoram três santos populares: Santo Antônio, São Pedro e São João.

A origem da festa junina é pagã, ou seja, é contrária à doutrina cristã, porque as festas que deram origem às festas juninas homenageavam os deuses da natureza e da fertilidade e pediam fartura nas safras, pois era nessa altura que começava o período da colheita de cereais.

Mas, como a igreja não conseguia acabar com a popularidade dessa festa - que surgiu há centenas de anos -, acabou aderindo a ela e atribui-lhe um caráter religioso.

Tradicionalmente, as festas juninas começam no dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio, e encerram no dia 29 de junho, dia de São Pedro. Já nos dias 23 e 24 é celebrado o dia de São João.



Origem da festa junina


A origem da festa junina é pagã e, assim, não tinha o caráter religioso que assumiu anos depois, e que continua até hoje.

Ainda antes da Idade Média, no hemisfério norte, as pessoas comemoravam a chegada do verão - no mês de junho - homenageando os deuses da natureza e da fertilidade, ao mesmo tempo em que pediam uma colheita farta.

Isso acontecia porque era a altura da colheita de cereais, tal como o milho - que hoje é o ingrediente mais comum nas comidas típicas de festa junina.

As fogueiras, um símbolo característico das festas juninas atualmente, também têm origem na festa pagã, porque era costume fazer fogueiras nas celebrações.

Como a igreja não conseguia acabar com a popularidade dessa festa pagã, acabou aderindo às festas juninas atribuindo-lhes um caráter religioso.

Quem trouxe a festa junina para o Brasil foram os portugueses, no período colonial. Em Portugal, a festa junina tinha o nome de Festa Joanina - possivelmente pelo fato de acontecer em junho ou talvez por causa de São João, que é o principal santo da comemoração - motivo pelo qual as festas juninas também são chamadas de Festa de São João.

Os três santos católicos - São João, Santo Antônio e São Pedro - foram escolhidos para serem comemorados na festa junina porque eram os santos mais populares do mês de junho.

São João teria nascido em 24 de junho e é muito popular entre os portugueses, que tiveram muitos reis com esse nome, os quais construíam capelas em homenagem ao santo.

São Pedro, martirizado em 29 de junho, é considerado o primeiro Papa da igreja. Santo Antônio, por sua vez, que morreu no dia 13 de junho, nasceu em Lisboa.

Desde que as festas juninas foram trazidas pelos portugueses, a comemoração sofreu influências das culturas africanas e indígenas e, por isso, ela possui características peculiares em cada parte do Brasil.


Características das festas juninas


Muitas tradições que acompanham essa comemoração representam os principais símbolos das festas juninas que incluem: as comidas, as danças típicas, os balões, a fogueira, as brincadeiras e as roupas.

1. Comidas de festa junina



O milho é um alimento muito importante nessas comemorações e, por isso, diversas comidas típicas de festa junina levam esse ingrediente.

Os principais pratos típicos de festa junina são: pipoca, paçoca, pé de moleque, canjica, cachorro-quente, pamonha, curau, bolo de milho, arroz-doce, pinhão, cuscuz e tapioca.

Já as bebidas mais tradicionais são: vinho quente e quentão.

Todos esses elementos ajudam a compor o ambiente da festa, chamado de arraial. Ali é onde ficam as barraquinhas de comidas e bebidas típicas decoradas com bandeirolas juninas.


2. Danças típicas da festa junina

Nas festas juninas ouve-se e dança-se forró. A quadrilha junina é, todavia, a dança típica da festa. Ela tem origem nas danças de salão na França e consiste numa bailada de casais caracterizados com vestimenta tipicamente caipira.


Uma coreografia chamada de casamento caipira é feita em homenagem a Santo Antônio, o santo casamenteiro.


3. Balões e fogueira na festa junina

Os balões são tradicionais, embora atualmente existam restrições por questões de segurança, pois o balões podem causar queimadas em áreas de vegetação coincidindo com o período de estiagem de chuvas. Tradicionalmente, a soltura de balões indica o início das comemorações.


A fogueira também faz parte do cenário da festa. De origem pagã, ela simboliza a proteção contra os maus espíritos.

A tradição foi mantida pelos católicos, que dedicaram uma forma de fogueira diferente para cada santo: a quadrada é de Santo Antônio; a redonda de São João; e a triangular de São Pedro.


4. Brincadeiras de festa junina

Brincadeiras como a cadeia, pau de sebo, pescaria, correio-elegante, saltar a fogueira, argola, entre outros, não podem faltar. Estão incluídas também as simpatias - que acabam carregando um pouco do tom de divertimento.


No dia 13 de junho as igrejas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”, o qual deve ser comido pelas mulheres que procuram marido.


5. Roupas de festa junina

As roupas tradicionais de festa junina são tipicamente caipiras, com vestimentas bem coloridas e de estampa xadrez.


As mulheres usam vestidos coloridos e tranças no cabelo. Já os homens costumam usar camisa xadrez e chapéu de palha. Ambos usam maquiagem para imitar sardas (nas mulheres) e bigodes (nos homens).


A famosa festa de São João


Inserida no contexto das festas juninas, a Festa de São João acontece nos dias 23 e 24 de junho, para celebrar o nascimento deste Santo Popular, conhecido como o Santo festeiro.
São João nasceu teria nascido no dia 24 de junho e foi um dos santos mais próximos de Jesus Cristo, participando de seu batizado nas margens do Rio Jordão. Por isso, o Dia de São João é 24 de junho.


Os principais elementos da festa de São João

Os festejos da festa contam com pratos típicos da festa junina, brincadeiras e a quadrilha de São João, como dança tradicional. Porém, vale lembrar que isso pode mudar de região para região.

Além disso, outros elementos importantes da festa são o mastro e a fogueira de São João.

O mastro de São João inclui a imagem deste santo popular, juntamente com mais três bandeiras ou fitas coloridas, representando os santos populares da festa: Santo Antônio, São Pedro e São João.


A fogueira de São João, outro elemento muito característico da festa, é acesa na noite do dia 23. Dentre muitas simpatias associada a ela, a que mais se destaca é saltar as brasas da fogueira no dia 24.


A festa de São João no Nordeste

No Brasil, a noite de São João mais famosa acontece na região nordeste do país, na cidade de Campina Grande, no estado da Paraíba. Esta é considerada a maior festa de São João do mundo.

No entanto, outras cidades nordestinas se destacam: Caruaru, em Pernambuco; São Luís, no Maranhão; Mossoró, no Rio Grande do Norte; e Teresina, no Piauí.



Texto extraído de: https://www.todamateria.com.br/festas-juninas/
Fonte Imagem:
https://www.todamateria.com.br/festas-juninas/
https://www.agazeta.com.br/artigos/mais-um-sao-joao-de-fogueira-apagada-mas-a-festa-ha-de-se-reinventar-0621
https://www.lilianpacce.com.br/e-mais/pule-fogueira-apanhado-de-festas-juninas-de-sp/
https://memoria.ebc.com.br/cultura/2013/06/conheca-os-santos-das-festas-juninas

Festa Junina em homenagem aos Santos e Colheira

 

Junho traz consigo o friozinho do inverno, o amor do dia dos namorados e as gostosuras das festas juninas. E quem é que não tem a infância marcada por aquela fogueira de São João, uma pipoca, canjica e pelas bandeirinhas coloridas.

O que muitos não sabem, é que a típica festa junina, a segunda maior festa popular do Brasil, tem sua origem de comemorações realizadas antes mesmo da era cristã. No hemisfério norte, várias celebrações pagãs aconteciam durante o solstício de verão, que é o  dia mais longo e a noite mais curta do ano, o que ocorre nos dias 21 ou 22 de junho. Diversos povos da Antiguidade, como os celtas e os egípcios, aproveitavam a ocasião para organizar rituais (que possuíam caráter de festividade) em que pediam fartura nas colheitas. Essas festividades passaram a ser assimiladas pela Igreja Católica, que, como principal instituição do período medieval, soube também diluir o culto aos deuses pagãos do período junino e substituí-los pelos santos: Santo Antônio (no dia 13 de junho), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29).

A imagem dos três santos católicos da festa eram pintadas em bandeiras e espalhadas pelos locais da festa. Com o tempo, estas bandeiras foram transformadas em bandeirinhas, que até hoje são usadas para decorar o ambiente.

A fogueira, também uma característica dessas festividades, já estava presente nas celebrações juninas feitas por pagãos e indígenas, mas também ganhou uma explicação cristã: Santa Isabel (mãe de São João Batista) disse à Virgem Maria (mãe de Jesus) que quando São João nascesse acenderia uma fogueira para avisá-la.

As comidas típicas (como a pamonha, milho verde, etc), as danças, o uso de instrumentos musicais (como a viola caipira) nas festas, refletem milênios de tradições diversas que se fundiram.


Curiosidades sobre as festas juninas

- Para cada santo há um tipo de fogueira diferente. 
   Na fogueira de São João, as madeiras são colocadas em formato de cone. 
   Na fogueira de Santo Antônio, as madeiras são colocadas em formato de quadrado. 
   Na fogueira de São Pedro, as madeiras ficam na posição de triângulo.

- O milho é a base de muitas comidas da Festa Junina, pois é neste mês que ocorre a colheita dele.



Texto extraído de: https://www.portaldasmissoes.com.br/noticias/view/id/2448/festa-junina-festeja-os-santos-de-junho-e-a-colhei.html
Fonte Imagem: https://www.portaldasmissoes.com.br/noticias/view/id/2448/festa-junina-festeja-os-santos-de-junho-e-a-colhei.html

Chegou o dia de acender a fogueira e esquentar a noite de São João

 E Viva São João!



Dentro do ciclo junino, o dia 24 de junho é o mais importante, onde as famílias e os amigos se reúnem para celebrar o nascimento de São João.

Além da música e comida, é diante da luz e do calor do fogo que algumas pessoas seguem uma tradição antiga no Nordeste: firmam compromissos e tornam-se compadres. É o dia de fortalecer a amizade tendo a fogueira como parte do ritual sagrado. O dia 23 é a véspera e a fogueira também se faz presente e faz a alegria da criançada

No mês de junho a religiosidade popular, herdada pelo europeu colonizador, vai além dos muros das igrejas e atinge a comunidade, atestando a popularidade dos santos entre os brasileiros. As homenagens a São João incluem dança (forró) e muita comida típica, sobretudo as que tem como base o milho verde (com abundante safra nesta época do ano).

A imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneiro no colo. Entre os símbolos mais conhecidos, os que remetem ao nascimento de São João são a fogueira, o mastro e os fogos.
Apesar das fogueiras iluminando a noite, reza a lenda que São João prefere dormir, caso contrário, poderia não resistir à tentação e descer à terra. Por isso, temos que soltar muitos fogos. O objetivo é acordá-lo.

O levantamento do mastro de São João é um ritual que inclui padre, orações e bênçãos. Neste caso, o mastro tem no topo, além da imagem de São João, as bandeiras de Santo Antônio e São Pedro.



Texto extraído de: https://glaucialima.com/2019/06/23/23-de-junho-chegou-o-dia-de-acender-a-fogueira-e-esquentar-a-noite-de-sao-joao/
Fonte Imagem: https://glaucialima.com/2019/06/23/23-de-junho-chegou-o-dia-de-acender-a-fogueira-e-esquentar-a-noite-de-sao-joao/

 

🎧 EM...CANTO: Olha pro céu Meu Amor

E Viva São João!


🎧 EM...CANTO: Festa na Roça

E Viva São João!