Uma encenação que traz para as
ruas aspectos da relação do homem com o mar. Dança e luta passadas de geração
em geração nessa manifestação que recebe o incentivo do Governo Estado para
seguir mostrando a riqueza da nossa Cultura Popular.
segunda-feira, 20 de novembro de 2023
🎧 .DOC: Nossa Cultura - Chegança na Bahia
🎧 .DOC: Encontro das guardas de Marujada, Caboclinho e Catopê - Serro, 2022, Minas Gerais
Vídeo do encontro das Guardas de
Marujada, Caboclinho e Catopê, na Festa de Reinado, Serro - MG.
🎧 .DOC: A Fé Que Canta e Dança - O Congado em Ouro Preto, Minas Gerais
No mês de janeiro, Guardas de Congo e grupos de Folia de Reis são recebidos com festa em Ouro Preto pela Guarda de Congo de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia do Alto da Cruz. É dia de Alvorada. Acordar antes do sol, vestir com calma a roupa branca, os adornos cheios de cores. Aos primeiros raios de luz, os tambores começam a surgir pelas ruas silenciosas. As sanfonas da folia animam os encontros e as conversas, o tocador afinando o instrumento com certa dificuldade por causa do orvalho que ainda cai sobre couro. Logo depois, uma explosão de tambores, cantos, sons e emoções. Bem vindos à festa do Reinado de Santa Efigênia e Nossa Senhora do Rosário.
Conheçam seus personagens, ouçam seus cantos e o som de seus tambores, sintam o cheiro da dança no ar, afinal, hoje é dia de festa. Bate tambor, hoje é dia de alegria!
Documentário sobre o Congado em Ouro Preto, Minas Gerais.
Produzido com apoio da Lei Aldir Blanc / Secretaria de Cultura do
Estado de Minas Gerais.
🎧 .DOC: "Ô dá licença". O louvor das guardas de Congo e Moçambique em Ouro Preto Preto/MG
Em Ouro Preto as tradições das Guardas de Congo e Moçambique revelam um universo singular. Os cantos que hoje ecoam pelas ladeiras ouropretanas mostram a força e vitalidade da herança africana em nosso meio, sua ressignificação diante de um intenso processo de apagamento. As fitas coloridas das vestimentas bailam ao vento no rodopio do corpo que celebra e se faz ele próprio divino porque humano. Santa Efigênia, a santa negra, é louvada nessa tradição que revela outros camadas da história. É preciso olhar atentamente, sentir o tambor, ouvir o canto.... pedir licença para entrar num mundo dinâmico, ao mesmo tempo único.
Em uma ação inédita, o Rodeador Cultural, em parceria com o Laboratório de Línguas (Lablin) e o Centro de Línguas e Cultura (CLIC) do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Ouro Preto, legendou o conteúdo em inglês de forma a ampliar a divulgação e conhecimento das manifestações culturais, linguísticas e religiosas da região dos Inconfidentes.
O contéudo foi legendado pela mestranda do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFOP Gabriela Pinheiro.
"Ô dá licença que eu quero chegar, quero saravá, Salve Maria!"
Ficha técnica Roteiro e produção: Lindoberg Campos
Assistente de produção: Clara Oliveira
Legendas: Gabriela Pinheiro
Realização: LALIN/UFOP Apoio: Cátedra Carlo Maria
Martini/PUC-Rio
🎧 .DOC: 8ª Jornada do Patrimônio Cultural 2021 - Jequitibá/MG
PATRIMÔNIO IMATERIAL NA CAPITAL MINEIRA DO FOLCLORE" O Mestre do Congado de Nossa Senhora do Rosário de Jequitibá - ZANINHO
FICHA TÉCNICA
Roteiro e coordenação geral: Az Produções
Participação: Leomano Geraldo Lopes - Zaninho
Filmagem, Edição, Fotografia: Moisés Gomes
Trilha Sonora: Canto de Moçambique 2 - Meninos de Minas
Realização: Prefeitura Municipal de Jequitibá Secretaria Municipal de Cultura e
Turismo de Jequitibá
🎧 .DOC: Congada Nossa Senhora do Rosário - Jequitibá/MG
O filme foi realizado pelos pesquisadores Sérgio Bairon (Líder do CEDIPP - Centro de Comunicação Digital e Pesquisa Partilhada - ECA - USP - BR e Pesquisador do Diversitas/USP) e José da Silva Ribeiro (Coordenador do Laboratório de Antropologia Visual da Universidade Aberta - PT) em parceria com as comunidades de Jequitibá e arredores.
Faz parte das pesquisas Coroação de Reis Congo e Inter-culturalidade Afro-atlântica.
Diogo Cão chegou à foz do Rio Zaire em 1483 e contatou pela primeira vez o Mani Soyo, chefe da localidade na qual aportara, entre as mais poderosas e com a mais sólida e respeitada linhagem de chefes, o Congo era um reino relativamente sólido e estruturado. Formado por grupos bantos abrangia grande extensão da África Centro-Ocidental e compunha-se de diversas províncias. Algumas destas províncias, como as de Soyo, Mbata, Wandu e Nkusu, eram administradas por membros de linhagens enraizadas na região que detinham os cargos de chefia há muitas gerações. Outras províncias eram administradas por chefes escolhidos pelo rei dentre a nobreza que o cercava na capital. A unidade do reino era mantida a partir do controle exercido pelo rei, cercado por linhagens nobres que teciam alianças principalmente por meio do casamento, mas era também fortalecida pelas relações comerciais e políticas entre as diversas regiões.
A formação do reino parece datar do final do século XIV, a partir da expansão de um núcleo localizado a noroeste de Mbanza Congo, que se tornou sua capital. Os mitos de origem registrados no século XVII referem-se à conquista do território por um grupo de estrangeiros, chefiados por Nimi e Lukeni, que teria subjugado as aldeias da região do Congo e imposto a sua soberania pela superioridade de sua força de guerra. A divisão fundamental na sociedade congolesa era entre as cidades -- Mbanza -- e as aldeias -- Lubata. Do final do século XV a meados do século XVII, o Congo se manteve um reino relativamente coeso, no qual o Mani Congo exercia um domínio significativo sobre as diferentes províncias que controlava da capital. (ver Souza, Marina de Mello e. Reis negros no Brasil escravista - história da festa de coroação de rei congo.Belo Horizonte, Ed. UFMG, 2001.
Ao escolher Reis ou Capitães constitui
uma das formas encontradas pelos africanos escravizados de recriarem a organização
comunitária, laços sociais, formas culturais na sociedade escravagista. Ao
elegerem Reis e Rainhas e festejarem os santos de sua devoção com danças,
cantos, histórias e mitos evocam o seu passado africano, reafirmam a comunidade
de construíam na sociedade escravagista, recriam formas sincréticas de culto,
criavam uma sociedade mestiça com a participação cada vez maior de mestiços,
negros e brancos nas festas.
🎧 .DOC: Congado: um Reino Oculto no Brasil Profundo
Retrata a tradição de congadas -
cultura popular imaterial de Patos de Minas e região. Os grupos de Congado e
Moçambique são guardiões das danças, cantos e ritos que dão força e
expressividade a esta bela tradição popular. Um salve à cultura brasileira!