Histórias, curiosidades, pequenas biografias de diversos bambas do samba e muitas ilustrações dão o tom cadenciado ao Almanaque do samba, do historiador e amante do ritmo André Diniz. Seguindo o sucesso do Almanaque do choro, o autor faz um rico passeio pela história do samba: das raízes mestiças, passando pela bossa nova e pelas canções dos festivais, até suas incursões pelo rock e pela música eletrônica.Com uma prosa leve e informativa, André Diniz revela como os rumos da cultura e da política nacionais se relacionam com o desenvolvimento do samba, e discute suas raízes e influências. Mais de 100 imagens e 80 boxes com informações complementares compõem um painel muito bem ilustrado nesse almanaque, que possui ainda o mérito de destacar a pluralidade e a diversidade do samba. Leitura indispensável a todos que apreciam a música popular, o livro traz ainda:- uma discografia comentada com os discos mais relevantes de diversos compositores e intérpretes (elaborada pelo colecionador Flavio Torres) - lista de lugares onde se pode ouvir bom samba em todo o Brasil;- bibliografia selecionada;- cronologia do samba."O samba desde os primórdios, suas relações com o lundu, o maxixe e sua evolução ao longo dos tempos, destacando perfis dos principais bambas, são apenas algumas das vertentes deste substancial Almanaque, que tem ainda vasta bibliografia e discografia. Verdadeiro manual do ramo (e suas ramificações), ele fornece o caminho das pedras para quem pretende ir ao samba - no mais amplo sentido da expressão."Tárik de Souza"Almanaque, explica o dicionário, é isso aí que o André Diniz fez para a gente do choro: livro que traz diversas informações úteis, poesias, trechos literários, anedotas, curiosidades etc. Agora ele retoma o mesmo delicioso caminho, abordando o universo do samba. Para quem trabalha com informação, é prato feito, farto, bem temperado."Hermínio Bello de Carvalho.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2024
Almanaque do Carnaval
sexta-feira, 26 de janeiro de 2024
AGUARATERRA: Olavo Romano, o eterno contador dos Casos de Minas
Nesta semana fui arrebatado pela memória das coisas da terra e das pessoas. Este rio sempre navegou em mim, contudo inexplicavelmente de tempos em tempos ele transborda, invadindo as margens e inundando todo o sentimento...
Na ribeira deste rio, penso nas pessoas, aos meus que navegaram rio-abaixo e que um dia encontraremos em uma grande festa no ponto de encontro rio-mar...
É onde cultura, pessoas e lugares se encontram. Na parede da memória guardo um livro que acompanhou minha vida. Conhecido em menino, Minas e seus Casos de Olavo Romano me encantou, me deixou hipnotizado.
Alguns anos depois, num mundo onde a internet ainda não era nem sonho, até hoje não sei como, consegui o contato por telefone com uma livraria e finalmente adquiri outro livro fantástico: Casos de Minas, lançado pela editora Paz e Terra. A capa de uma velha casa de fazenda me transportava para minha casa. Fotografia impactante que também assombrou Drummond. Minas Gerais tem dessas coisas... Década mágica de 1980 que trazia nestes livros o cheiro de Minas.
Muitos anos depois, tive a honra de participar do Projeto Sempre um Papo em Juiz de Fora ao lado do Olavo Romano. Emoção grande para aquele rapaz que ainda garoto viajava nas capas daqueles livros. Com o Grupo Amalé, cantamos Ribeirão Encheu, uma Folia de Reis da região de Porteirinha, abrindo as porteiras, portas e janelas das pessoas de Minas. Honra minha de estar ao lado do Olavo e do Seu Antônio Macário, cantador e contador das coisas da vida...
Muitos anos se passaram e com espanto encontrei uma nova edição do Casos de Minas pela Paz e Terra. Mas faltava alguma coisa. A alma daquela casa velha não estava lá.
E num relance ao procurar pelo Olavo na internet, acabei de saber que ele se encantou há alguns meses. Não foi à toa a enchente deste rio. O barqueiro tem de suas sabedorias... Um filme de minha vida passou neste momento. Quem vive as coisas da terra se depara com estes acontecimentos. Segue canoa e leva o querido Olavo para junto dos seus, contarem estes eternos Casos de Minas. No rastro desta canoa ficou só sentimento...
Frederico do Valle, Belo Hoirizonte, 26 de janeiro de 2024
quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
Festas E Tradições Populares No Brasil, de Mello Moraes Filho
Este livro está dividido em quatro
partes - Festas Populares, Festas Religiosas, Tradições e Tipos da Rua. Os mais
velhos se lembrarão de muitas coisas. Os mais novos verão a descrição de fatos
e figuras de que devem ter ouvido falar. Este livro retrata o que há de mais
autêntico no folclore brasileiro bem como em suas manifestações mais
espontâneas.
-- Festas populares: Casamento na roça. Ano-Bom. Carnaval. A Festa do Divino. A Noite de Natal. A Véspera de Reis. A Procissão de S. Benedito no Lagarto. A Véspera de S. João. O2 de Julho. O Entrudo. O 7 de Setembro. A Festa da Penha. Os Cucumbis. A Festa do Divino.
-- Festas religiosas: As Santas Missões. S. Sebastião. A Festa da Glória. As Encomendações das almas. Corpus Christi. Quinta-feira Santa. Sexta-feira da Paixão. Preces para pedir chuva. O Dia de Finados.
-- Tradições: A Festa da Moagem. Um casamento de ciganos em 1830. A Festa dos mortos. Nosso-pai. O enforcado. A Coroação de um Rei Negor em 1748. Na terra e no mar. O Valongo. Um Funeral Moçambique em 1830. Lucas da Feira. O Navio negreiro.
-- Tipos da Rua:
Capoeiragem e capoeiras célebres. O Capitão Nabuco. A Estrada de ferro. O filósofo
do cais. A forte-lida. O Miguelista. O Policarpo. O Bolenga. O Pica-pau. o
Padre Kelé. A Maria Doida. O Praia-Grande. Barreto Bastos. O Chico cambraia. O
"Não há de casar". O Thomás Cachaço.
Para download do livro, edição Senado Federal:
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1061/621040.pdf?sequence=4&isAllowed=y
60 anos de Danças Dramáticas do Brasil, de Mário de Andrade (2019)
Palestra de Cacá Machado focaliza o livro pioneiro de Mário de Andrade
Manifestações estudadas por Mário
continuam presentes na cultura popular brasileira
Em 2019, completam-se 60 anos da publicação do livro Danças Dramáticas do Brasil, de Mário de Andrade, organizado por Oneyda Alvarenga, que reúne os estudos do escritor sobre as danças dramáticas brasileiras, integrantes da cultura popular do país. Para discutir o tema, a Casa Mário de Andrade oferece uma palestra no dia 9 de fevereiro, com o reconhecido compositor e pesquisador Cacá Machado, professor da UNICAMP.
O livro é estruturado em três
volumes. No primeiro, há uma explicação sobre o que são as danças dramáticas e
como seus temas são majoritariamente de caráter religioso: “(...) O assunto de
cada bailado é conjuntamente profano e religioso, nisso de representar ao mesmo
tempo um fator prático, imediatamente condicionado a uma transfiguração
religiosa.”. Outro tema tratado é a Chegança, antiga dança dramática,
cujos movimentos relembram as disputas entre cristãos e mouros no início na
monarquia portuguesa.
O maracatu surge provavelmente
entre os séculos XVII e XVIII, onde hoje é o Estado de Pernambuco,
sendo resultado do contato entre culturas ameríndias, africanas e
europeias. Os maracatus pernambucanos representam o que foram os Congos e
Congadas coloniais, tendo como característica seu modo de dançar.
Por último, no terceiro tomo, o
autor disserta sobre o Bumba-Meu-Boi e o Moçambique.
O Bumba-Meu-Boi é uma das festas
folclóricas mais tradicionais do Brasil e acredita-se que o festejo teve origem
no Nordeste no século XVII, durante o Ciclo do Gado, quando o boi tinha grande
importância econômica no país. Nessa encenação, semelhante a um auto,
misturam-se danças, músicas e teatro. Desde 2011, a manifestação é
considerada Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional.
Já o Moçambique estrutura-se como
uma dança dramática semelhante ao maracatu, sendo um cortejo que, em
determinadas épocas do ano, vagueia pelas ruas parando para dançar na frente
das casas. A dança consiste em duas fileiras compostas por pessoas vestidas de
branco e com chapéus que levam fitas ou medalhas de santos, além dos bastões
nas mãos e os paiás – chocalhos amarrados nas pernas. As vestimentas podem
trazer referências sobre Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa
Efigênia. A dança é executada ao som de instrumentos, tais como: caixa, viola,
sanfona, violão e cavaquinho. Junto aos músicos, ficam o rei e a rainha do
Moçambique que conduzem a bandeira do grupo.
É importante destacar que as
manifestações estudadas por Mário de Andrade ainda estão presentes na cultura
popular brasileira e, atualmente, algumas delas constituem festas tradicionais
de várias regiões do Brasil.
Texto extraído de: https://www.casamariodeandrade.org.br/noticia-60-anos-de-danas-dramticas-do-brasil
Os Ciganos no Brasil e Cancioneiro dos Ciganos, de Mello Moraes Filho
Vaqueiros e cantadores, de Luís da Câmara Cascudo
Neste livro, Câmara Cascudo registra uma tradição das mais antigas e bonitas do Brasil: o canto e poesia sertanejo. Este trabalho, surgido do amor e devoção de Cascudo à arte popular, encarna a memória do sertão do Brasil, já que o autor colheu material rico e vasto. As cantorias e 'causos' de pessoas como Preto Limão, Jerônimo do Junqueiro, Inácio da Catingueira e outros, aqui estão eternizados.












