domingo, 29 de outubro de 2023
sexta-feira, 19 de maio de 2023
AGUARATERRA: De carros, bois e sonhos
caminhavam o carreiro, o carro e os bois
No mantra do som encantado,
caminhavam juntos a estrada, os bois, o carro e o carreiro
Na minha memória apertada, apartada e profunda
sou o menino candeeiro daquele carro de tantos cantos
Pelas estradas de terra, de Minas e sonhos
agora somos uma coisa só:
estrada, gente, bicho
Frederico do Valle
http://ermiracultura.com.br/2016/07/04/a-fe-a-estrada-e-os-bois/
Anatomia do carro de boi
O Carro de Boi representa uma das formas mais primitivas de transporte de cargas e pessoas nas roças dos rincões brasileiros. Foi muito popular da época do Brasil Colonial até a proclamação da República. Com o tempo, os motores foram tomando seu lugar.
Ele é utilizado desde os tempos
mais remotos, mas no Brasil, popularizou-se com os engenhos de cana-de-açúçar
para o transporte da cana para as moendas dos engenhos. Durante séculos
transportou variados alimentos e pessoas pelos rincões brasileiros, sendo um item
muito importante, que presenciou muitas lutas e transformações ao longo dos
anos.
O carro de boi pode ser puxado por
uma ou duas juntas de boi e guiado por um carreiro, que estabelece a velocidade
dos animais à frente do carro.
- Uma grande mesa de madeira;
- Eixo que liga as duas rodas e sustenta a grande mesa de madeira;
- Fueiro, que são peças de madeira, que são acopladas à mesa de madeira e serve para colocar mais carga no carro;
- Duas rodas grandes de madeira, que possuem um anel de ferro que visa a resistências das rodas;
- Cabeçalho que liga a mesa de madeira à canga que prende os bois junto ao carro;
- Canga, peça de madeira, com aproximadamente um metro de comprimento, que possui forma anatômica para encaixar no pescoço do boi;
- Canzil, peças que aos pares atravessam a canga para fixá-la ao pescoço de cada boi;
- Brocha, correia de couro que prende a canga ao pescoço do boi;
- Grade que se apoia no eixo;
- Tamoeiro, peça em tiras de couro trançadas, no centro da canga, para ligá-la ao cabeçalho ou cambão;
- Ajoujo, tira de couro presa em argolas nos chifres dos bois emparelhados nas cangas para manter a distância entre eles;
- Fueiro, estacas de madeira colocadas sobre as chedas para amparar as esteiras laterais ao carro;
O carro de boi é fabricado em madeiras resistentes tais como pau d'arco, a aroeira, a sucupira e a carnaubeira. Ele ainda é utilizado em várias regiões brasileiras, principalmente nas roças para transporte de colheitas para guardá-las em paióis, que são locais que ficam nos terreiros; e abrigam as colheitas anuais, que alimentam as famÃlias.
Em muitos locais que têm o turismo
rural como atração ele serve de alternativa de entretenimento para os
visitantes; ou ainda como ornamentação de espaços rurais.
Texto extraÃdo de: https://www.mur.com.br/blog/historia-do-carro-de-boi
quinta-feira, 11 de maio de 2023
segunda-feira, 10 de abril de 2023
Sertão, e sua famosa Ilha do Ferro (AL)
Começo minha resenha assim porque quem vai viajar até a Ilha do Ferro, de preferência deve programar de segunda a sábado, porque o povo deste local é de artistas, bordadeiras e verdadeiros anfitriões, mas que amam uma festa e não costumam perdê-las por nada.
O povoado da cidade de Pão de Açúcar é simples, tem uma pousada, algumas casas de aluguel, e apenas uma bodequinha que vende cachaça, cerveja e o melhor quebra –queixo da região feito com esmero pelo Zé Bobô. E se o barco chegar da pesca, e se tiver (eu fiz isso), compre pitu fresquinho e outros peixinhos de água doce.
Mas ir até a Ilha do Ferro é pra quem aprecia arte popular, os bordados Boa Noite, e, pode ter certeza, tem artista por todo o povoado para “fazer o que dá na telha” . Também é para contemplar a beleza do Rio São Francisco, a arquitetura, os barquinhos, e tem lugar para sentar na pracinha e vê a vida passar, calmamente.
A Ilha do Ferro ficou famosa graças ao seu maior artista, Fernando Rodrigues, que, no auge de seus 70 anos, criou mesas, cadeiras e bancos rústicos aproveitando as formas orgânicas de troncos e raÃzes, colhidos no próprio povoado. Ele tinha o hábito de desafiar os seus amigos a fazer bancos, e todos os que aceitaram a provocação do mestre viraram escultores de mão cheia.
Já Aberaldo, também da Ilha do Ferro, fez sua própria carreira solo com seus pássaros e bonecos (pequenos e gigantes), igualmente aproveitando as formas naturais dos troncos.
Então, além de mergulhar no Rio São Francisco, passear de barco, comer quebra queixo, siga o roteiro dos artistas da Ilha do Ferro:
Fonte Imgem: https://www.nidelins.com.br/2018/01/06/sertao-e-sua-famosa-ilha-do-ferro/
























